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SANGUE NOS OLHOS: Arte como Código de Retomada

  • Foto do escritor: PANTANAL FAVELA STUDIO
    PANTANAL FAVELA STUDIO
  • 11 de fev.
  • 2 min de leitura
rosa luz fazendo performance e fotopintura

O Pantanal Favela Studio (PFS) apresenta o Ato 2 da série SANGUE NOS OLHOS, intervenção da artista e fundadora Rosa Luz, que marca um dos primeiros manifestos estéticos produzidos dentro do estúdio.

A obra transforma o espaço do PFS em território de experimentação artística e política, onde pintura, performance e tecnologia se cruzam para refletir sobre soberania estética e produção cultural periférica.


O estúdio como território de disputa simbólica


No registro audiovisual da performance, o espaço do Pantanal Favela Studio deixa de ser apenas local de produção artística para tornar-se cenário de ocupação estética. As obras são convertidas em fotopinturas enquanto Rosa Luz utiliza o vermelho como elemento central da intervenção — uma cor que tensiona simultaneamente memória, trauma, vitalidade e resistência.

A proposta investiga como tecnologias digitais podem ser apropriadas como ferramentas de autonomia cultural, recusando padrões visuais tradicionalmente associados à neutralização estética de territórios periféricos.


Estética, tecnologia e autonomia narrativa


A vídeo-performance utiliza recursos visuais que valorizam grão, falhas e saturação como linguagem artística. Esses elementos são incorporados como estratégia poética e política, propondo uma estética que assume a materialidade e as imperfeições como parte da construção de narrativas independentes.

Dentro do PFS, a tecnologia é tratada como instrumento de expansão criativa e não como ferramenta de padronização visual. A obra propõe reflexões sobre como artistas periféricos podem desenvolver seus próprios códigos visuais e simbólicos dentro do ecossistema digital contemporâneo.


Manifesto para a produção artística de base


“Sangue nos Olhos” integra uma série de experimentações que investigam a relação entre corpo, território e tecnologia. A obra reforça a proposta do Pantanal Favela Studio de operar como laboratório artístico e cultural sediado na União de Vila Nova, zona leste de São Paulo.

O projeto busca desenvolver novas formas de circulação estética, produção cultural e formação de redes entre artistas, comunidade e mercado artístico contemporâneo.


Disponibilidade para colecionadores


O registro audiovisual da performance e as fotopinturas produzidas a partir da obra estão disponíveis para aquisição.

A comercialização das obras integra o modelo econômico híbrido do PFS, que destina recursos para manutenção do estúdio, remuneração artística e reinvestimento em ações culturais na comunidade.


📩 Para informações e catálogo de obras: pantanalfavelastudio@gmail.com


👉 Leia o ensaio completo no Substack do PFS




 
 
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